O filme em questão é o "Hoje eu quero voltar sozinho", que tem como diretor e roteirista Daniel Ribeiro, e retrata alguns pontos de maneira leve e sutil: amadurecimento juvenil, relacionamento gay e deficiência física.
O protagonista Leonardo (Guilherme Lobo) é gay e cego, e tem uma grande amiga chamada Giovana (Tess Amorim). Ela é quem leva Leo para casa todos os dias. A busca por independência do Leo é o ponto alto da trama, o que leva os seus pais, principalmente sua mãe, a ficarem preocupados com ele por conta da sua condição física.
No transcorrer do longa, eis que surge Gabriel (Fabio Audi) na sala do ensino médio, como o aluno novo gente boa. E onde ele acomoda-se? Na cadeira que fica atrás de Leonardo. Assim, a amizade entre os três começa a ser construída.
Em meio a mescla de sentimentos da adolescência, junto aos casos familiares, o laço entre Leo e Gabriel se fortalece, deixando de lado a Gi. Ela que por sinal demostra interesse pelo novato da turma.
Calma, o bonito do filme é que por mais que ocorram momentos de conflito, tudo é resolvido até o fim da obra. (suspiro, lembrando da trilha sonora do filme, em particular de: "There's Too Much Love - Belle & Sebastian / "Vem dançar, Leo!")
Tudo acontece numa crescente, até transbordar de amor, fechando com a música acima.
As sensações espalham-se por meio das músicas, das cores, de forma poética, por exemplo, numa cena que o casal vai ao cinema, ainda como amigos, e Gabriel narra o filme para Leo (primeira vez que ele vai ao cinema).
E, com delicadeza, o peso do "beijo gay" desmorona.
“Estamos falando de pessoas se apaixonando. Como pode haver restrição de direitos de uma coisa tão simples e bonita?”, questiona diretor.
Antes dessa obra cinematográfica tornar-se um longa, Daniel Ribeiro fez um curta-metragem, como um projeto piloto.
Assistam ao curta-metragem "Eu Não Quero Voltar Sozinho" (2010) para dar um gostinho de quero mais:
Fica a dica de cinema!
Não vão se arrepender!
Bom filme!
Até mais!
By Gabriela Araújo

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