Boa noite, caríssimos.
Hoje (22), preparem-se para um texto sem muita leveza e "frufrus", pois dessa vez pensei em escrever sobre algo que sempre me deixa aflita: mutilação genital feminina. O que para alguns é tradição, para outros é fanatismo religioso, abominável e viola os direitos humanos.
De nossas casas, no nosso conforto diário, mesmo em meio aos obstáculos que a vida impõe, deixamos de lado os problemas alheios. Ontem, após assistir um vídeo, me recordei de outros que tratavam dessa questão. Então, me peguei pensando nas milhares e milhares de mulheres mutiladas, e as que ainda serão cortadas como o costume manda.
Sim, essa prática ainda existe em muitos países, como em alguns da África e Oriente Médio. Aos 5 a 8 anos de idade, crianças ou até bebês recém-nascidos são levados por outras mulheres que já passaram por essa circuncisão feminina para que seja feita a "purificação". Quem ousar ir contra a amputação do clitóris, e algumas vezes dos grandes lábios, é taxada como promíscua, e não é valorizada pelo seu povo.
Com as pernas e braços amarrados, sem anestesia e higienização, as mulheres são mutiladas com objetos cortantes, e costuradas, para serem usadas apenas pelos seus maridos, quando eles quiserem sexo.
Após o procedimento, o mal está feito, visto que elas sentem dores ao urinar, nas relações sexuais, e tem infecções. Assim, com uma visão machista e doentia, na qual a virgindade é tratada como uma riqueza, e é uma obrigação ela ser mantida intacta até o casamento, essas pobres mulheres tornam-se esposas frias, machucadas, sem liberdade sexual. Não existe prazer sexual, o que resulta num péssimo casamento, numa triste vida, como um homem comenta nesse vídeo que assisti no The Guardian: "MGF - O filme que mudou a lei no Curdistão".
"Apenas porque uma prática dolorosa existe há muito tempo não justifica sua continuação. Todas as tradições que rebaixam, humilham e ferem são violações dos direitos humanos que devem ser ativamente combatidas até que acabem", lembrou o secretário-geral da ONU Ban Ki-moon.
Ainda sobre esse assunto, como comentei no início do texto, ontem (21), assisti um vídeo que vai de encontro com a ideia de liberdade sexual, ou seja, completamente contra mutilações. Um grupo de nerds da Califórnia resolveu brincar com o clitóris alheio, para mostrar a importância da sexualidade das mulheres.
A cada garota que aceitava brincar com o aparelho de estimulação clitoriana, eles doavam dinheiro para uma ONG que luta contra a circuncisão feminina: Orchid Project.
As apostas aumentaram, então, a cada 100.000 visualizações do vídeo, eles irão doar 100 dólares. Até o presente momento, são 4.730.730 visualizações. Assistam: Riding a Sex Toy in Public for Charity.
Que essa assustadora questão seja punida e banida o quanto antes, e que as mulheres consigam liberdade para viver em paz como merecem.
Até mais!
By Gabriela Araújo

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