A sociedade está imersa num consumismo desenfreado, a busca pelo novo é incessante, logo, se você não tem o novo carro e/ou celular, a nova calça jeans de marca, ou não usa aquela maquiagem top, pode ter certeza, você está fora desse mundo atual, e será escorado, humilhado nesse meio, a menos que você ande com pessoas de ideais semelhantes.
E falando nessa aceleração da vida, trago a vocês mais uma novidade ligada a uma marca que causou grande frisson ao se instalar em território brasileiro: Forever 21.
As lojas, que estão presentes em alguns estados do país como SP e RJ, tiveram filas gigantescas nas suas inaugurações, tanto fora, quanto dentro do estabelecimento (sim, até para você chegar ao provador estava complicado). E, por fim, para arrematar o BUM da sua presença, o estoque...acabou-se!
A rede de fast fashion satisfeita com o sucesso no Brasil e no mundo, quis mais. A empresa inaugurou um novo departamento, o "F21 Red". Ou seja, o que era barato, ficou quase de graça. Com o foco nos adolescentes que dependem de terceiros, sem grana para bancar roupas mais caras, a F21, no sábado (3/5), no shopping Azaleia, na Califórnia, começou a vender peças com valores em torno de 1,80 doletas (regatinhas) e 7,80 doletas (leggings e calças jeans).
Baratérrimo, né?
Enquanto outras lojas vendem produtos ligados à conscientização ambiental, elevando assim seus valores, a Forever 21 surge com esse propósito de mais fast fashion ainda.
Todo mundo gosta de fazer compras (eu me incluo nisso), e a verdade é que poucos pensam "quanto está sendo pago para quem fez essa roupa?", "Quais são as condições de vida de quem costurou essa peça?".
A Zara, que já foi tão comentada nos últimos tempos com relação a problemas de infrações trabalhistas, tem uma loja no estilo da nova F21, chama-se Lefties, e, pelo que eu li, já está pensando em expandir seus negócios.
Fico preocupada com essa oferta tão palpável, econômica. E me vem a mente as tantas reportagens que já vi envolvendo nomes de grandes marcas com o trabalho escravo, como foi o exemplo da Zara e Le Lis Blanc (essa que fui umas duas vezes na vida, e na última uma amiga foi constrangida; então, juntando com esse burburinho, never more!).
Tenho certeza que a Forever 21 irá atrair mais pessoas às suas lojas com esse tipo de oferta, e que o público adolescente agradece, mas esperamos que todos possam se beneficiar com essa produção x venda.
Até mais!
By Gabriela Araújo
E falando nessa aceleração da vida, trago a vocês mais uma novidade ligada a uma marca que causou grande frisson ao se instalar em território brasileiro: Forever 21.
As lojas, que estão presentes em alguns estados do país como SP e RJ, tiveram filas gigantescas nas suas inaugurações, tanto fora, quanto dentro do estabelecimento (sim, até para você chegar ao provador estava complicado). E, por fim, para arrematar o BUM da sua presença, o estoque...acabou-se!
A rede de fast fashion satisfeita com o sucesso no Brasil e no mundo, quis mais. A empresa inaugurou um novo departamento, o "F21 Red". Ou seja, o que era barato, ficou quase de graça. Com o foco nos adolescentes que dependem de terceiros, sem grana para bancar roupas mais caras, a F21, no sábado (3/5), no shopping Azaleia, na Califórnia, começou a vender peças com valores em torno de 1,80 doletas (regatinhas) e 7,80 doletas (leggings e calças jeans).
Baratérrimo, né?
Enquanto outras lojas vendem produtos ligados à conscientização ambiental, elevando assim seus valores, a Forever 21 surge com esse propósito de mais fast fashion ainda.
Todo mundo gosta de fazer compras (eu me incluo nisso), e a verdade é que poucos pensam "quanto está sendo pago para quem fez essa roupa?", "Quais são as condições de vida de quem costurou essa peça?".
A Zara, que já foi tão comentada nos últimos tempos com relação a problemas de infrações trabalhistas, tem uma loja no estilo da nova F21, chama-se Lefties, e, pelo que eu li, já está pensando em expandir seus negócios.
Fico preocupada com essa oferta tão palpável, econômica. E me vem a mente as tantas reportagens que já vi envolvendo nomes de grandes marcas com o trabalho escravo, como foi o exemplo da Zara e Le Lis Blanc (essa que fui umas duas vezes na vida, e na última uma amiga foi constrangida; então, juntando com esse burburinho, never more!).
Tenho certeza que a Forever 21 irá atrair mais pessoas às suas lojas com esse tipo de oferta, e que o público adolescente agradece, mas esperamos que todos possam se beneficiar com essa produção x venda.
Até mais!
By Gabriela Araújo



Acredito que dificilmente todos vão se beneficiar, consumidor final pode até sair ganhando mas quem produz as peças (operários), jamais terá benefícios com valores tão baixos. Já participei de algumas petições pelo mundo e as grandes industrias como H&M entre outras é simplesmente desumano e degradante. Desde o inicio dos tempos que tudo se faz assim, não é mesmo? Os poderosos sugando a vida dos menos "privilegiados". Infelizmente, espero que um dia essa historia mude.
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