24 de maio de 2014

Corpo perfeito?

  Existe um corpo perfeito?

  Quem ditou que quanto mais magra, mais bela serás?
  Um corpo mais curvilíneo já é o suficiente para não ser feliz? Não conseguir um emprego? Não namorar? Não viver?







  Quão injusta é a sociedade em que vivemos, não é?

  A história passou por um "efeito sanfona", por exemplo, a proporcionalidade das medidas para os gregos, o corpo que deveria ser magro junto aos traços finos no antigo Egito, no período da renascença que as mulheres eram mais robustas, e pelos espartilhos na era vitoriana. 

  Na década de 50 a mulher deveria estar impecável, já a partir dos anos 60, com Twiggy como exemplar, a magreza foi totalmente carimbada como "perfeição".

  Com o transcorrer dos anos, a insatisfação com o próprio corpo vem de maneira crescente e doentia, o que aumentou o índice de cirurgias plásticas, matrículas nas academias, e consultórios cheios para a terapia.






  Desde criança, as mulheres, principalmente, são jogadas nesse turbilhão de ideologias compradas. Quando ligamos a tv, olhamos para um outdoor, vamos a um desfile de moda, existe uma imposição sendo esfregada nas nossas caras de "como devemos ser", senão somos consideradas desproporcionais, feias, e estamos fora do mundo atual.

  As prateleiras das bancas estão sortidas com revistas de dietas, e famosas photoshopadas nas suas capas, que tem ordens de comando como "emagreça já!", mais as "fórmulas milagrosas".

  Mas, atualmente, as reais palavras de comando podem ser resumidas assim: desrespeito, bullying, compulsão, transtornos, tristeza, repúdio, e depressão.

  Bom, escrevi isso tudo para chegar no documentário "Embrace".


  A idealizadora do documentário Taryn Brumfitt é fotógrafa, e como muitas mulheres, ao se olhar no espelho sentia-se gorda, feia. Então, ela resolveu passar por uma transformação, na esperança de encontrar o amor-próprio. Começou a se exercitar, participou de concursos...e nada mudou sobre o que ela sentia com relação ao seu corpo, a insatisfação permanecia. 

  Eis que num dia ela estava na praia, e uma mulher gritou "Hey! Olha! Aquela mulher tem um peito só, igual a mim!", e aquilo mudou seu pensamento. Partindo desse ponto, Taryn pediu para 100 mulheres descreverem com uma palavra seus corpos. 

  Bom, vocês podem imaginar quais foram as respostas?

  A maioria respondeu coisas como "nojento". 

                     

  Eu fiquei emocionada com o vídeo porque passei por provações tristes e dolorosas por conta de não conseguir manter um corpo magro.
  Fiz loucuras para emagrecer, ficar com "corpo de modelo", consegui, mas continuei insatisfeita também. Porém, hoje prezo por minha saúde, é o que importa. A única bandeira que levanto é que devemos nos aceitar.
  O que vale é sentir-se bem, confortável no próprio corpo para viver em paz, para não se esconder com medo de olhares, ou de comentários rasos de pessoas influenciadas, manipuladoras, vazias.

  Se ame, seja lá qual for o formato do seu corpo!

  Para conhecer o projeto: Embrace.


  Até mais!

By Gabriela Araújo

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