Ontem, encontrei umas amigas para almoçarmos juntas, e uma delas me contou a notícia: "José Wilker faleceu hoje". Minha ficha não caiu...
Minutos depois, tornei a perguntar: "Quem? José Wilker?", sem acreditar.
Bem, verdade.
Bom, por meio deste post, venho demonstrar o grande apreço que tenho pelo trabalho deste nobre artista. Meus sentimentos à família, amigos, e aos fãs.
Como não recordar José Wilker (67), sua voz marcante, sua imponência perante às telinhas da vida? Ator, crítico de cinema, comentarista do Oscar, diretor, ele nasceu em Recife, radicou-se no RJ, e começou sua carreira no Movimento Popular de Cultura (MPC - do partido comunista - em 1964).
Vamos relembrar alguns de seus personagens?
Em 1970, recebeu o prêmio Molière de Melhor Ator, por "Arquiteto e o Imperador da Assíria". E viveu o Mundinho Falcão, em "Gabriela" (1975), e no remake, no qual foi o Coronel Jesuíno.
Em "Dona Flor e seus dois maridos" (1976) foi o Vadinho. Por sinal, no Facebook, Sônia Braga teceu seu amor por ele com essas palavras: "Meu querido amigo, para sempre!", e completou: “e me apaixonei loucamente por aquela pessoa linda. E por toda a minha vida continuei o amando intensa e platonicamente. Wilker sempre foi e continuará sendo um dos meus melhores e mais queridos amigos".
Ainda na década de 70, participou de "Xica da Silva". Com o pé direito, na década de 80, foi o Lorde Cigano no filme "Bye, Bye, Brasil" (este que foi indicado ao Festival de Cannes).Em 1985, eis que surge o Roque Santeiro em pessoa, ao lado de outros brilhantes artistas, como Lima Duarte e Regina Duarte.
Em 1986, levou o prêmio de Melhor Ator no Festival de Gramado, com o filme "O Homem da Capa Preta". Na década de 90, atuou na minissérie "Anos Rebeldes", e dirigiu o programa de humor "Sai de Baixo". Foi Antônio Conselheiro na "Guerra de Canudos" em 1997. No ano de 2004, foi o Giovanni Improtta em "Senhora do Destino".
E ainda foi o presidente Juscelino Kubtischeck, na minissérie JK.
Por fim, posso citar o filme "A Casa da Mãe Joana" (2008 e 2013), a minissérie "Amazônia: de Galvéz a Chico Mendes" (2007) e, o seu último papel, em "Amor à vida" como o médico Hebert (2013).
Bem, eu nasci em 1987, logo, ele já havia iniciado sua carreira, mas de tudo que pude acompanhar do seu trabalho, dos mais antigos até o recente, e pelas "conversas de cumadis" com pessoas dessa época e senhorinhas viciadas em novelas, fica minha admiração.
Muito bem quisto por todos, vai deixar saudade. E isso pôde ser visto nas mensagens que foram escritas de despedida nas redes sociais e pela TV. Sendo um momento tão delicado, com a emoção aflorada junto ao susto, nesse caso, meus olhos encheram de lágrimas com os comentários dos colegas de trabalho de José Wilker.
"Me sinto hoje viúva. Todas as inúmeras personagens que fiz com ele estão viúvas também. O Zé vai deixar muitas saudades. Ele está deixando um buraco na minha vida" (Betty Faria, atriz)
"Sem José Wilker ficamos menores e mais pobres. Desliguei os telefones todos. Não quero que me perguntem o que achei da morte dele. Estou triste. Morri um pouco. Não sei o que dizer!" (Agnaldo Silva, autor)
"Estou órfão, estou sozinho. Já chorei tudo o que tinha que chorar. Estou profundamente comovido e vou sentir muita saudade" (Ary Fontoura, ator)
"Ele foi um dos homens mais importantes da TV, do teatro e do cinema brasileiro" (Wolf Maia, diretor)
"Fomos grande amigos num território onde é difícil ser grande amigo. Somos amigos profissionais. (...) Abre um buraco no meu coração" (Lima Duarte)
(mensagens retiradas do site G1: http://glo.bo/1h1aYPp )
Novamente, deixo o meu adeus, meus sentimentos, e o meu obrigada.
Gabriela Araújo






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